Meio ambiente

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A preservação da natureza é uma das palavras de ordem da política urbanística do Rio de Janeiro. Mais do que uma conscientização, manter os tesouros ecológicos da cidade é um exercício natural para quem mora em uma cidade que abriga, dentro de suas fronteiras, duas das três maiores florestas urbanas do mundo, um litoral que banha metade dos limites da cidade e uma coleção de biomas, que vão das matas nativas a manguezais, de morros monumentais a praias quase virgens.

A área verde cobre uma imensa parcela da área do Rio de Janeiro. Somente a Zona Sul e a Zona Oeste da cidade são cercadas por uma série de monumentos naturais, que se tornaram objeto de proteção legal – e de admiração universal. A Floresta da Tijuca é o mais imponente dos ícones da natureza do Rio. São mais de 3 mil hectares de florestas, matas, cachoeiras, grutas e caminhos, que guardam relíquias arqueológicas das antigas fazendas de café, que outrora ocuparam praticamente toda a cidade.

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A Floresta da Tijuca integra o sistema do Parque Nacional da Tijuca, que administra ainda algumas referências fundamentais para o turismo ecológico da cidade: o Morro do Corcovado, onde está a estátua do Cristo Redentor, o Alto das Paineiras, um dos locais preferidos de quem gosta de correr ao ar livre, e o Parque Lage. O complexo de morros da Pedra da Gávea e da Pedra Branca, cenários conhecidos em todo o mundo como panos de fundo para o voo livre, também integram o sistema.

Vários outros parques monumentais fazem parte do cotidiano do Rio de Janeiro. Um deles é a Quinta da Boa Vista, diante do Museu Nacional, um palácio que serviu de moradia para a Família Real. Igualmente real é o Jardim Botânico, inaugurado em 1808, como jardim de aclimatação de plantas exóticas, por iniciativa do próprio príncipe regente, D. João VI.

A Baía de Guanabara, que banha o Rio de Janeiro, a vizinha Niterói e uma série de outros municípios, é um bioma à parte. De tão grande, seu perímetro envolveria uma cidade como Paris. Áreas de manguezais, praias e encosta, além de locais míticos como a Ilha de Paquetá e os morros da Urca e do Pão de Açúcar, já testemunharam uma fauna tão rica que alguns quadros chegam a retratar a pesca da baleia em suas águas. Hoje, peixes de tamanho considerável e até golfinhos costumam acompanhar os barcos que fazem o turismo em sua área.

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Todo o lado sul da cidade do Rio de Janeiro é banhado pelo Oceano Atlântico. De Copacabana à Restinga de Marambaia, no extremo oeste da costa, mais de 30 praias estendem-se a perder de vista. Em frente às areias poéticas de Ipanema e de Leblon, o arquipélago das Cagarras, formado por ilhas e plataformas, é o paraíso de mergulhadores experientes.

Em direção ao poente, as praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes são as mais procuradas. Além do complexo de morros da Pedra Branca, por si só um parque ainda maior do que o da Tijuca, elas fazem a fronteira entre novos paraísos ambientais, de Guaratiba à Restinga de Marambaia. Banhadas pelas águas da baía de Sepetiba, as duas regiões formam um santuário para diversas espécies de aves, peixes, crustáceos, répteis e pequenos mamíferos.