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Outros eventos

O Rio já provou ser o cenário perfeito para sediar eventos nacionais e internacionais, independentemente de seu tamanho ou pretensões. Além do carnaval e do réveillon, dois dos maiores espetáculos do mundo, o Rio também realiza grandes eventos musicais como por exemplo os shows gratuitos nas praias ou na Lagoa Rodrigo de Freitas que atraem milhares de pessoas, para desfrutarem, ao ar livre, de excelente programação musical aliada a inigualável beleza da cidade. Entre os shows, podemos destacar o show dos Rolling Stones, na praia de Copacabana, em fevereiro de 2005 ou o show da banda Black Eyed Peas, na praia de Ipanema, na virada de 2006 para 2007, o show da Madonna em 2010 e o do Paul McCartney em 2011 e 2014. Sem falar no Rock in Rio que, no ano de 2015, tem sua 6ª edição na cidade, depois das ocorridas nos anos de 1985, 1991, 2001, 2011 e 2013.

Outro evento de extrema importância é o Festival do Rio – Rio de Janeiro International Film Festival – criado em 1999 da fusão de dois dos maiores festivais de cinema do país: o Rio Cine Festival – que existia desde 1984 – e a Mostra Banco Nacional de Cinema, nascida em 1988. Hoje o Festival do Rio exibe mais de 300 filmes inéditos no Brasil e na maior parte do mundo, confirmando sua importância como centro de debate cultural, com palestras e discussões sobre o que há de mais atual na criação cinematográfica. Os principais vencedores dos festivais de Cannes, de Sundance, de Veneza e do Oscar são apresentados ao público durante o Festival do Rio. O Rio também é sede do Anima Mundi, Festival Internacional de Animação do Brasil, que acontece no mês de julho.

 

Dentre os eventos desportivos, a exemplo dos já realizados como a Copa do Mundo FIFA de Beach Soccer e os Jogos Pan-americanos em 2007, a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo em 2014, o Rio terá o prazer de receber o maior evento desportivo do mundo – os Jogos Olímpicos em 2016.

Réveillon

Não há nada que se compare ao réveillon no Rio. Particularmente em Copacabana e na orla. Só naquele bairro, 2,5 milhões de pessoas reúnem-se entre o mar e o asfalto – as pistas são fechadas ao trânsito. Somadas as outras praias e à Lagoa, pode-se chegar a 5 milhões de pessoas, numa das maiores manifestações de paz de que se tem registro. As roupas brancas dominam. As garrafas de champanhe espocam, acompanhando os fogos de artifício em um espetáculo que a cada ano ganha mais cores, formas e tempo. Até pouco antes da meia-noite, o que mais se vê são janelas acesas, em reuniões de amigos e festas em hotéis.

Perto das 23h, todos começam a sair de casa e se encaminhar para as ruas. O movimento de carros, mesmo onde não está oficialmente fechado, fica reduzido quase a zero. Felicidade e esperança são os sentimentos que unem esta multidão. A tradição ainda comanda em Copacabana, onde adeptos de religiões afro-brasileiras fazem suas oferendas a Iemanjá, a rainha das águas. São barcos repletos de flores, perfumes e colares. A cada ano, cada vez mais gente, mesmo os não adeptos, não se furtam a jogar rosas vermelhas ou palmas brancas, contando com a proteção da rainha das crenças populares para o ano que se inicia.

À meia-noite, começa o espetáculo de fogos. O céu se acende e a confraternização começa. Primeiro, amigos e parentes. Em seguida, quem quer que esteja ao lado. Todos se desejam feliz ano novo. Um registro que, mais que as fotos ou vídeos de lembrança, ficará gravado na alma. Depois, tudo é festa, ceia e muita música – grandes palcos em Copacabana e outros espalhados por toda a cidade – até o sol raiar. Pela manhã, o movimento fica por conta dos inigualáveis cafés da manhã nos principais hotéis da cidade, fartos, animados e embalados pelo primeiro nascer do sol do ano que se inicia. Um brinde!

Carnaval

Quem já viu quer repetir a dose. Quem nunca viu não consegue esconder o impacto. O desfile das escolas de samba no Rio é um dos mais impressionantes espetáculos da terra. O desfile é como uma ópera, em que cenários e figurinos passam diante da platéia, contando uma história através do samba enredo, das alegorias, fantasias e dos carros que, a cada ano, rompem os limites da criatividade. Os desfiles costumam começar por volta das 20h, seguindo noite adentro, podendo ultrapassar, em determinados dias, o nascer do sol, embora a beleza do espetáculo seja maior à noite.

Dois setores das arquibancadas, o 7 e o 9, são reservados para turistas e seus ingressos vendidos por agências de viagem. Pode-se, também, conseguir ingressos para outros setores, para as frisas ou camarotes, sempre com antecedência. E, os mais afoitos podem candidatar-se até mesmo a uma fantasia, o que garante vaga no desfile. Algumas escolas põem seus figurinos à disposição dos interessados nos hotéis. O concierge pode orientar os interessados em atravessar a avenida com o “samba no pé”. Cada escola desfila com cerca de 4.000 componentes e 10 carros alegóricos, com o tempo limitado em 80 minutos. Há torcidas para as escolas de samba, no Rio, como há para os clubes de futebol. E o desfile, além do espetáculo, é ainda um concurso.

Vários quesitos são analisados – samba enredo, evolução, bateria, passistas, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, entre outros – e, na quarta-feira seguinte, costuma ser anunciada a Campeã do Carnaval, título tão disputado quanto o de Campeão de futebol. O desfile ao vivo tem dois aspectos incomparáveis. Um, a passagem da bateria, toda ela com instrumentos de percussão, cerca de 300. Não há ser humano que consiga ficar impassível à força do ritmo que parece atravessar a pele e atingir direto o coração. Outro, a multiplicidade e beleza dos integrantes da escola, homens e mulheres, com corpos esculturais expostos e, habitualmente, vestindo um sorriso de felicidade que contagia. É festa!

Agora, além do desfile na Passarela do Samba durante o carnaval, as escolas de samba do Grupo Especial têm um espaço único para apresentações e desfiles durante o ano todo – A Cidade do Samba. Em uma grande tenda central acontece o show e na avenida ao seu redor acontece o desfile, no qual os espectadores podem participar. Além disso, as escolas têm ali os seus barracões de trabalho onde são produzidos os carros alegóricos e as fantasias para o desfile.